1. Ter o domínio do que pretende que seja aprendido. Há
um ditado popular que diz “que quem não sabe ensina”. O bom professor
prova que esse ditado está errado, só quem realmente sabe, ensina de
modo efetivo a ponto do aprendizado ser completo. O aprendizado se dá
não se o estudante sabe repetir enunciados sobre o que ouviu, mas se, de
acordo com os conteúdos que foram ensinados, opera com eles em sua vida
por meio de comportamentos e hábitos que passa a ter, e que antes não
tinha.
2. Ter a capacidade de se colocar no lugar do aluno, ouvindo-o e levando-o a sério.
Muitos adultos, pais e professores fazem “café com leite” das crianças.
Jogam com eles através de artifícios. Esses artifícios começam cedo,
quando elas são pequeninas (deixando-as ganhar em jogo que elas não
entendem etc.) e, depois, erradamente, se mantém na escola. Eis então
que toda a arte da conversação se torna falsa e mais falsa ainda quando a
didática é artificial. O aluno percebe logo que esses adultos vivem na
artificialidade e, então, identificam também no professor e na escola
essa situação “de brincadeirinha”, ele ou se revolta ou se adapta de
modo pouco produtivo ou aparentemente produtivo.